Deixo-te aqui um poema do Nuno Júdice, chama-se sombra (as tuas imagens remeteram-me para elas) e fala de janelas também. Aquelas que às vezes apetece abrir para partir…
Quantas vidas em frente da minha vida. Procuro nelas o meu reflexo, e perco-me em cada rosto que encontro. Peço ao céu uma névoa, para me esconder de quem me rouba a alma; e a luz brilha, mais intensa, para que todos se precipitem sobre mim, e me tirem cada pedaço do que sou, para o atirar a quem dele precisa. Se ao menos o espelho me guardasse a imagem; ou a janela, ao abrir-se, me desse um impulso de ave… Mas só existo para quem não sabe que existo; e só falo para fugir de quem me ouve, como se fosse a sombra de que me liberto quando a sua sombra me prende ao vidro.
Deixo-te aqui um poema do Nuno Júdice, chama-se sombra (as tuas imagens remeteram-me para elas) e fala de janelas também. Aquelas que às vezes apetece abrir para partir…
Quantas vidas em frente
da minha vida. Procuro nelas o meu reflexo,
e perco-me em cada rosto que encontro. Peço
ao céu uma névoa, para me esconder
de quem me rouba a alma; e a luz brilha,
mais intensa, para que todos se precipitem
sobre mim, e me tirem cada pedaço
do que sou, para o atirar a quem dele
precisa. Se ao menos o espelho
me guardasse a imagem; ou a janela,
ao abrir-se, me desse um impulso de ave…
Mas só existo para quem não sabe
que existo; e só falo para fugir de quem me ouve,
como se fosse a sombra de que me liberto
quando a sua sombra me prende
ao vidro.
Os teus poemas
são sempre uma delicia!
E conjuga-los ás minhas
imagens é sempre um privilégio!
Obrigado!!!